Katharina Giglio, natural de São Bernardo do Campo, São Paulo, é uma apaixonada fotógrafa analógica que honra a simplicidade e beleza dos detalhes cotidianos. O manuseio da técnica em filme não é apenas o meio, mas uma expressão de seu propósito: resgatar o valor das memórias físicas em um mundo cada vez mais efêmero e virtual — demorar o olhar onde não se cansa.
Ao valer-se da câmera feito máquina do tempo, a artista invoca uma prece para que seja preservado seu encantamento pelo mais comum dos dias. Namorar e capturar a essência do fugaz para servir o ordinário como um bem digno de admiração e memória.